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Psoríase: uma doença de pele desconhecida e sem cura


Dia 29 de outubro é o Dia Mundial da Psoríase.

No Brasil, a Sociedade Brasileira de Dermatologia realiza todos os anos a Campanha Nacional de Conscientização da Psoríase, para alertar sobre essa doença crônica da pele de causa desconhecida, não contagiosa, e até o momento sem cura.
Por conta da falta de informação, as pessoas com a doença acabam enfrentando muito preconceito. O desconforto e o constrangimento chegam a afetar, inclusive, o psicológico, e, em muitos casos, a ajuda passa a ser uma necessidade para lidar com essa condição.

E você, já ouviu falar dessa doença? Acompanhe para saber mais.

Quais os principais sintomas da Psoríase?

Os sintomas da psoríase variam entre marcas bastante ou nem tão evidentes, como na imagem. Eles podem, inclusive, até mesmo passar desapercebidos – nestes casos o grau da doença é considerado como leve, enquanto que, na forma mais grave, o corpo todo é tomado por vermelhidões e escamas demonstram bem o progresso da doença.
As lesões na pele, descamação e vermelhidões ocorrem com maior frequência no couro cabeludo, cotovelo, joelho e costas, e existem casos de pessoas da mesma família que apresentam a doença, que pode afetar homens e mulheres de qualquer idade. Por isso, toda atenção é válida!

E por que ela ocorre?

Um conjunto de fatores genéticos, imunológicos e ambientais é necessário para o desenvolvimento da doença.
Quem sofre da doença conta com uma excessiva produção celular, porém os motivos ainda são desconhecidos. Normalmente, os primeiros sintomas surgem na pele que passou por um trauma, por exemplo, um corte ou uma queimadura de sol agressiva.
As lesões na pele costumam aparecer após 10 a 14 dias da irritação, e se destacam por infecções na garganta e uso de certos medicamentos que contenham lítio e propranolol. No inverno, a psoríase tende a piorar devido ao ressecamento da pele e diminuição da umidade no ar, mas uma moderada exposição ao sol pode aliviar as lesões da doença.

Quais são os tipos de psoríase?

As mais comuns são as lesões vermelhas, semelhantes à espinha. Elas crescem gradualmente, apresentando escamas prateadas que são facilmente destacadas com o surgimento da superfície avermelhada.
A psoríase ataca com maior frequência os cotovelos, joelhos, genitais, braços, pernas, couro cabeludo e unhas – inclusive, pode ocorrer nos dois lados do corpo e na mesma região. Outro tipo é a invertida, que aparece abaixo dos dois seios, dobras dos cotovelos, joelhos, virilhas, região anal e em torno das partes intimas.  Cerca de 5% dos pacientes com psoríase têm artrite.
Agora que você já sabe como detectar a psoríase, fique atento e procure um dermatologista de confiança se perceber alguns desses sintomas.

Como é diagnosticada e tratada?

O exame clinico do dermatologista confirma a doença, às vezes com a necessidade da biópsia – entretanto, para este caso, nenhum exame de sangue consegue confirmar o diagnóstico. O tratamento varia de acordo com o grau da doença, idade do paciente e o seu estilo de vida. Para os casos avançados, remédios via oral são indicados, como os biológicos, quimioterápicos, acitretina, ciclosporina, entre outros.

Já ouviu falar dos tratamentos a Laser, Fototerapia Localizada, LBI e LED?

Sabemos que a luz melhora a psoríase. O laser vascular coagula os vasos sanguíneos e, assim, controla o crescimento da lesão.
A quantidade de sessões depende de cada caso, mas especialistas indicam um mínimo de 3 a 4 sessões com intervalos de 2 a 4 semanas.
A associação do laser vascular, laser de baixa intensidade (LBJ), LED e Fototerapia também garante o melhor resultado terapêutico.

A luz solar ultravioleta B diminui o crescimento das células, beneficiando os sintomas da psoríase, assim como a fototerapia localizada (UVB Narrow Band e UVA), que favorece a imunidade no local das lesões.
As sessões são realizadas 2 vezes por semana, porém variam com a gravidade de cada caso. Lembre-se, o laser deve ser realizado somente com um profissional experiente da área.

Tenho psoríase, e agora?

Evite arrancar as escamas ou machucar a pele, pois isso pode desencadear novas lesões e piorar as existentes. Apoiar os cotovelos na mesa, ficar ajoelhado, usar roupas muito justas e sapatos apertados, além de consumir álcool, também são fatores que favorecem o desconforto e o surgimento de mais feridas.
Tomar banhos mais rápidos, com água morna, sem bucha e hidratar bem a pele trará mais alívio. A exposição ao sol de forma moderada também ajuda, porém, não esqueça de passar protetor solar.

E agora que você já sabe o que é psoríase, busque a ajuda profissional de um dermatologista  e agende uma consulta se perceber os sintomas. Ficou com alguma dúvida? Escreva pelos comentários e até a próxima. 

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