O que você precisa saber sobre psoríase


A psoríase é uma doença bastante comum e atualmente acomete cerca de 125 milhões de pessoas em todo o mundo e aproximadamente três milhões de pessoas somente no Brasil.

Considerada uma doença inflamatória crônica e cíclica, ou seja, que apresenta sintomas que desaparecem e reaparecem periodicamente, como placas avermelhadas espessas na pele cobertas por escamas esbranquiçadas ou prateadas, a psoríase não é contagiosa e ainda tem causas desconhecidas, porém estudos revelam que ela está relacionada ao sistema imunológico, a fatores ambientais e à predisposição genética.

O que acontece na pele?

Nas pessoas saudáveis, as células da pele se multiplicam nas camadas mais profundas e levam em média um mês para chegar à camada mais superficial da epiderme. Mas, os pacientes que possuem psoríase têm uma renovação mais acelerada das células da pele, devido a uma falha genética.

O que acontece é que o sistema imunológico envia “alertas falsos” que desencadeiam o processo de forma acelerada, e em poucos dias as novas células chegam à superfície da pele. Isso ocorre de forma contínua e como resultado acontece a formação das placas, descamação e os demais sintomas da psoríase.

Tipos de Psoríase

Existem diferentes tipos, sendo a em placas a mais comum, atingindo cerca de 85% dos pacientes. Mais de um terço das pessoas com psoríase em placas apresentam sintomas moderados e graves, que podem ser mais difíceis de tratar.

Alguns pacientes desenvolvem a Artrite Psoriásica, que além da inflamação na pele e da descamação, também causa fortes dores nas articulações, comumente dos dedos dos pés e mãos, coluna e juntas dos quadris, rigidez progressiva e até deformidades permanentes.

Os outros tipos desta doença são: a psoríase ungueal, que afeta as unhas das mãos e dos pés; a psoríase do couro cabeludo similar à caspa; a psoríase gutata, geralmente desencadeada por infecções bacterianas; a psoríase invertida, que atinge principalmente áreas úmidas e a psoríase pustulosa, que ocasiona manchas, bolhas ou pústulas em todas as partes do corpo ou em áreas menores, como mãos, pés ou dedos.

Sintomas da psoríase

Costuma afetar áreas do corpo como: cotovelos, joelhos, rosto, couro cabeludo, mãos, pés e a parte inferior das costas. As manifestações variam de paciente para paciente, mas normalmente são:

  • Manchas vermelhas com escamas secas esbranquiçadas ou prateadas;
  • Pequenas manchas brancas ou escuras residuais pós-lesões;
  • Pele ressecada e rachada, apresentando às vezes sangramento;
  • Coceira, queimação e dor;
  • Unhas grossas, sulcadas, descoladas e com depressões puntiformes;
  • Inchaço e rigidez nas articulações, nos casos da artrite psoriásica.

Quando a psoríase é considerada, os sintomas citados podem não se manifestar, podendo haver apenas um desconforto. Entretanto, nos casos mais graves, esta doença além de ser dolorosa, por vezes provoca alterações que impactam significativamente na qualidade de vida e na autoestima do paciente.

Fatores que pioram as crises de psoríase

Determinados fatores podem aumentar as chances de seu desenvolvimento ou agravamento do quadro clínico. Conheça abaixo quais são eles:

  • Estresse

Pessoas que passam constantemente por momentos estressantes estão mais vulneráveis a possuir um sistema imunológico debilitado, o que auxilia no desencadeamento das crises.

  • Obesidade

O excesso de peso aumenta o risco de desenvolver um tipo, a invertida, que geralmente afeta áreas úmidas, como axilas, virilhas, embaixo dos seios e ao redor dos genitais.

  • Clima seco

Outono e inverno são estações propícias para o ressecamento da pele, o que piora expressivamente a psoríase. Além disso, a exposição solar é menor.

  • Bebidas alcoólicas e tabagismo

Esses dois hábitos aumentam as chances de desenvolver a doença, como também a gravidade quando se manifesta.

Tratamentos que controlam os sintomas

A melhor forma de tratamento ou combinação de terapias dependerá do tipo e da gravidade da psoríase. O que funciona bem para uma pessoa não necessariamente funcionará para outra, dessa forma, o tratamento da psoríase é individualizado e deve ser prescrito por um médico.

Embora não tenha cura, os tratamentos atuais controlam com eficácia os sintomas, fazendo com que seja possível viver com uma pele sem ou quase sem lesões, independentemente da gravidade da psoríase. Além de aliviar as dores físicas, as diversas formas de terapias disponíveis permitem que o paciente tenha mais qualidade de vida.

Em quadros mais leves da psoríase, hidratar a pele, aplicar medicamentos tópicos apenas na região das lesões e se expor ao sol diariamente nos horários e tempo adequados e seguros são formas eficazes para melhorar o quadro clínico e promover o desaparecimento dos sintomas.

Já nos casos moderados e graves, quando apenas as medidas citadas não surtem efeito, o médico pode prescrever tratamento sistêmico à base de medicamentos em comprimidos ou injeções; tratamentos biológicos, que utilizam medicamentos injetáveis, ou fototerapia, que consiste na aplicação de diferentes tipos de luz de forma localizada nas lesões de pele, quando há poucas lesões, ou no corpo todo, quando há muitas lesões.

Como prevenir a psoríase?

Outros fatores que impulsionam a melhora e até o desaparecimento dos sintomas são: uma alimentação balanceada composta por peixes, azeite, sementes, frutas de cores diferentes, verduras e legumes; a prática de atividades físicas e a exposição solar controlada para manter a pele mais saudável.

Referências

https://www.sbd.org.br/dermatologia/pele/doencas-e-problemas/psoriase/18/

http://www.sbd.org.br/psoriasetemtratamento/noticias/informe-se/10-verdades-sobre-psoriase/

https://saude.novartis.com.br/psoriase/o-que-e-psoriase/

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