Melanoma: o que você precisa saber


Uma pesquisa do Instituto Datafolha de 2018 revela que 78% da população brasileira (número baseado nas pessoas entrevistadas para a pesquisa) não sabe o que é melanoma. O cenário é preocupante e faz um alerta sobre a importância da conscientização coletiva sobre a doença.

Números da IARC (Agência Internacional de Pesquisa Sobre o Câncer) da OMS (Organização Mundial de Saúde) revelam que aproximadamente 200 mil novos casos de Melanoma são registrados anualmente no mundo e, somente no Brasil, 6.260 pessoas receberam o diagnóstico da doença em 2018, de acordo com o INCA (Instituto Nacional do Câncer).

De forma geral, o Melanoma representa 3% de todos os casos de Câncer de Pele, mas embora seja mais raro, ele também é considerado um dos mais perigosos, visto que o número de mortes causadas pelo Melanoma (1.547) quase equivale ao de todos os outros tumores de pele juntos (1.769).

Afinal, o que é Melanoma?

O Melanoma tem origem nos melanócitos, que são as células produtoras de melanina, e o que caracteriza este tipo de câncer de pele como mais letal é a sua alta capacidade de se espalhar para outros órgãos, agravando o estado de saúde dos pacientes.

Os fatores de risco relacionados ao Melanoma são:

  • Exposição solar excessiva;
  • Pele clara;
  • Pintas que mudam de cor, forma e tamanho;
  • Histórico familiar.

É importante destacar que a hereditariedade desempenha um papel relevante no desenvolvimento do melanoma, desta forma, se você tem algum familiar, principalmente de primeiro grau, que tenha tido a doença, priorize sempre a realização de exames preventivos.

Lembrando também que, embora pessoas de pele clara com fototipos I e II sejam mais suscetíveis à doença, pessoas negras ou de fototipos mais altos, mesmo que raramente, também podem desenvolver o Melanoma.

Como o Melanoma se manifesta?

Normalmente, o Melanoma tem a aparência de uma pinta ou de um sinal na pele, em tons acastanhados ou enegrecidos, que costumam mudar de cor, formato ou tamanho ao longo do tempo, e causar sangramento. Pode surgir em qualquer região da pele humana, e isso inclui unhas e couro cabeludo, e também pode afetar mucosas, olhos e Sistema Nervoso Central.

Todas as pessoas devem observar sua própria pele rotineiramente e, caso perceba alguma lesão suspeita, o recomendável é procurar ajuda de um dermatologista o quanto antes. Isso também vale quando não há quaisquer sinais suspeitos visíveis, já que essas lesões também podem surgir em áreas de difícil visualização pelo paciente. Tirando o fato de que, muitas vezes, uma lesão considerada “normal” para você, pode ser suspeita para o médico.

Tratamento

Quando tratado precocemente, a maioria dos cânceres, o que inclui o melanoma, apresenta baixa letalidade e menos chances de provocar lesões mutilantes ou desfigurantes em áreas expostas do corpo.

O tratamento do Melanoma varia conforme sua extensão, agressividade e localização, bem como a idade e o estado geral de saúde do paciente. Geralmente, os métodos de tratamento mais utilizados são: a Cirurgia Excisional e a Cirurgia Micrográfica de Mohs.

Quando é caracterizado como Melanoma Metastático, ou seja, quando o câncer se disseminou para uma ou mais partes do corpo, embora as chances de curá-lo sejam reduzidas, ainda assim há tratamento.

Atualmente, com os avanços nesta área, surgiram novos medicamentos orais que aumentam significativamente a sobrevida de pacientes com doença disseminada. A alternativa vem sendo apontada como promissora para os casos de melanoma avançado.

Há formas de prevenir o Melanoma?

A maioria dos cânceres de pele pode ser prevenida com a adoção de alguns cuidados básicos, dentre os principais:

  • Usar chapéus, camisetas, óculos escuros e outros acessórios que bloqueiam os raios solares;
  • Evitar a exposição solar excessiva e permanecer na sombra entre 10 e 16 horas;
  • Principalmente no verão, quando for à praia ou piscina, é fundamental usar barracas feitas de algodão ou lona, porque absorvem 50% da radiação ultravioleta, diferentes das barracas de nylon;
  • Aplicar filtro solar diariamente, mesmo nos dias nublados. É importante optar por produtos que protejam contra a radiação UVA e UVB e tenha um fator de proteção solar de no mínimo 30;
  • Reaplicar o protetor solar a cada duas horas quando realizar atividades ao ar livre, e no dia a dia aplicar uma boa quantidade pela manhã e reaplicar antes de sair para o almoço;
  • Sempre observar regularmente a própria pele, à procura de pintas ou manchas suspeitas;
  • E por último, mas não menos importante, o recomendável é sempre consultar um dermatologista no mínimo uma vez ao ano para um exame completo.

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