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Câncer de pele: um perigo silencioso

Câncer de pele é uma doença silenciosa

O câncer de pele é uma doença silenciosa — não causa dor e, muitas vezes, os seus sintomas são ignorados pelos pacientes. Tudo começa com uma pintinha na derme, que passa despercebida, e, tempos depois, essa marca revela a presença de uma complicação séria de saúde.

Embora o câncer de pele não-melanoma seja um dos mais frequentes entre os brasileiros, equivalendo a 30% dos tumores malignos, as suas chances de cura são grandes, principalmente quando detectado em tempo.

E a melhor maneira de se prevenir é entendendo melhor a doença e realizando exames e idas ao dermatologista com regularidade. Acompanhe a leitura e garanta uma vida saudável e tranquila!

Números sobre o câncer de pele

De acordo com um levantamento, divulgado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), até 2019 serão diagnosticados mais de 165 mil novos casos de câncer de pele espinocelular e basocelular no Brasil. Destes, aproximadamente 85 mil corresponderão ao público masculino e 80 mil ao feminino.

No restante do mundo, a preocupação é a mesma. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até o ano de 2030, serão registrados 27 milhões de novos diagnósticos de câncer de pele e 17 milhões de mortes causadas pela doença.

Isso mostra que a quantidade de pessoas que sofre com o problema está crescendo. A razão para essa mudança está no aumento da exposição solar, no diagnóstico mais detalhado e pela longevidade da população.

Atualmente, estima-se que, por ano, 2 mil pessoas morrem por conta do câncer de pele não-melanoma. Ainda assim, esses números vêm diminuindo. Boa parte desses indivíduos é de idosos, pacientes que descobriram a doença em estágio avançado ou pessoas que apresentam deficiência no sistema imunológico.

Conheça os fatores de risco da doença

Um fator de risco é tudo aquilo capaz de estimular o surgimento de uma complicação de saúde — como o câncer de pele. No caso da doença, essas questões podem variar de acordo com o tipo de câncer, que se divide entre: o não-melanoma e o melanoma.

Dentre os não-melanoma estão o carcinoma basocelular e o espinocelular. De todos, o melanoma cutâneo é o mais perigoso, sendo capaz de atingir outros órgãos e se espalhar pelo organismo.

Ainda que os fatores de risco variem, existem alguns que servem para todos os cânceres de pele. Veja abaixo quais são eles:

  • Exposição à radiação ultravioleta (UV): em horários impróprios e sem a devida proteção;
  • Idade: o problema surge, normalmente, na fase adulta, a partir dos 50 anos;
  • Histórico familiar: pessoas com familiares que já tiveram câncer de pele têm mais chances de desenvolver a doença;
  • Histórico pessoal: indivíduos que já tiveram esse tipo de complicação ou uma lesão de risco estão mais propensos.

Existe outro fator de risco que merece atenção: pessoas com a pele clara têm mais chances de desenvolver a doença. Isso acontece porque apresentam menos melanina (pigmento) na pele — uma proteína responsável por proteger o DNA contra os danos causados pela radiação solar. O mesmo vale para os albinos e para quem possui sardas, cabelos e olhos claros.

Saiba mais sobre os sintomas

Assim como acontece com os fatores de risco, os sintomas do câncer de pele podem variar, conforme a sua classificação. A seguir, explicamos melhor sobre os sinais de cada uma das variações:

Carcinoma basocelular  

Esse câncer costuma surgir no rosto, pescoço e outras áreas que ficam expostas à radiação solar. Na pele, o tumor parece um nódulo, com as seguintes características:

  • aparência brilhosa;
  • a cor varia entre o branco, rosa, bege ou marrom;
  • apresenta sangramento;
  • não cicatriza;
  • algumas vezes, forma uma crosta e solta líquidos.

Carcinoma espinocelular

Aparece em diversos locais do corpo, tais como: couro cabeludo, orelha, pescoço, mãos e boca. Ele pode surgir em forma de nódulo ou mancha, seguindo as especificações abaixo:

  • cor vermelha;
  • enrugamento;
  • perda de sensibilidade na pele;
  • apresenta crostas e pode expelir líquidos;
  • aumenta de tamanho;
  • não cicatriza.

Melanoma

Esse tipo de câncer surge na pele, orelhas e olhos, afetando, até mesmo, o sistema gastrointestinal. Dentre os seus sinais, destacam-se:

  • pintas que mudam de cor ou tamanho;
  • pintas de formato irregular e com bastante pigmento;
  • coceira;
  • sangramento;
  • ferida que não cicatriza.

Descubra os tratamentos atuais

Ao receber o diagnóstico de câncer de pele, é fundamental investir em uma consulta com o dermatologista. Somente com um profissional especializado, será possível avaliar a doença e recorrer ao melhor tratamento.

As medidas serão realizadas de acordo com o tipo e estágio do câncer. Normalmente, o procedimento inicial é uma cirurgia para retirar o tumor e as células cancerígenas presentes ao redor da lesão. Também é possível fazer algumas sessões de radioterapia, quimioterapia ou terapia biológica.

Lembre-se: quando identificado precocemente, o câncer de pele apresenta excelentes chances de cura. Sempre que possível, faça o autoexame e visite o dermatologista com frequência.

Agora que você já se aprofundou no assunto, aproveite a leitura e compartilhe essas informações nas suas redes sociais. Você pode salvar uma vida!

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